Em 2025 já dizia assim:
Encontrei o amor da minha vida.
Concentra e dispersa as tuas energias conforme a situação
Em 2025 já dizia assim:
Encontrei o amor da minha vida.
"Para escutarmos as palavras do Amor, é preciso deixar que ele se aproxime.
A minha trajetória tem sido moldada por ausências profundas e por combates silenciosos. Cresci com a marca do abandono paterno e sob o olhar de uma mãe que, embora lutasse como uma supermulher, não conseguia projetar grandes horizontes para o meu futuro. Ao mesmo tempo, vi o meu irmão afastar-se do nosso núcleo, escolhendo a corporação dos bombeiros como a sua verdadeira família.
"É raro encontrar alguém que conheça não apenas quem somos, mas também tudo naquilo que tivemos de ultrapassar para chegar até aqui.
As nossas versões mais bonitas.
As nossas inseguranças.
Os erros que nunca contamos.
As feridas que escondemos.
As escolhas que ainda não sabemos se nos orgulhamos.
Porque todos temos parte da nossa história que não mostramos a qualquer pessoa.
No último lugar que importa, as relações vão muito além do que é visível.
Há sentimentos que se revelam devagar.
Verdades que mudam perspectivas.
E momentos em que conhecer verdadeiramente alguém significa que essa pessoa tentou esconder.
Talvez amar alguém seja, em parte, ter coragem de conhecer a história inteira e não apenas os capítulos bonitos."
De Rute Coelho, citação do livro "No último lugar do mundo que importa"
Bárbara de Sotto e Freire
«Sempre tive muitos altos e baixos e a minha vida nunca coube naquela ideia de felicidade estável, serena e bem-comportada que nos apresentam como exemplo de equilíbrio.
Sempre fui muito intensa nas emoções boas, na forma como me entrego ao que amo, na alegria quase infantil com que vivo aquilo que me entusiasma, e fui igualmente intensa na dor, no medo, na tristeza e em todos os momentos em que a vida me pareceu maior do que a força que eu tinha para a enfrentar.
Passei grande parte da minha vida a lutar contra as circunstâncias, a tentar controlar quilo que acontecia e exigir de mim uma calma que raramente combinava com o que eu estava a viver. Havia dias em que me sentia capaz de mudar tudo e outros em que mal consegui acreditar que alguma coisa pudesse mudar. Carreguei durante anos a vergonha dessas oscilações, como se devesse pedir desculpa por sentir tanto, como se uma mulher forte tivesse de permanecer emocionalmente direita enquanto a vida lhe mudava o chão de lugar.
Demorei a perceber que muitas das minhas quedas nasceram depois de demasiado tempo a aguentar, a calar, a adaptar-me e a continuar. O corpo cansava-se, o coração chegava ao limite e eu ainda me perguntava por que razão já não conseguia manter a mesma boa disposição, a mesma esperança ou a esma capacidade de resolver tudo. Julguei-me muitas vezes no exto momento em que mais precisava de me tratar com cuidado.
continuo a ter altos e baixos, continuo a viver dias luminosos e outros em que me custa arranjar espaço dentro de mim para tanta coisa. A diferença chegou quando deixei de me abandonar sempre que uma emoção difícil aparecia. Já consigo ficar ao meu lado quando a tristeza demora, respeitar o cansaço antes dele se transformar em desespero e aceitar que a minha intensidade também guarda tudo aquilo que tenho de mais vivo, inteiro e verdadeiro.
Hoje já não procuro uma vida sem oscilações, mas uma forma mais gentil de atravessar cada uma delas. Aprendi que não preciso de estar sempre bem para estar a avançar, nem transformar cada dor numa lição imediata. Há dias em que simplesmente sobrevivo, e isso também conta. A paz começou quando deixei de lutar contra quem sou e passei a confiar que, mesmo no momentos em que e sinto perdida, continuo a merecer o meu próprio amor.
Passamos anos a tentar disfarçar aquilo que sentimos para parecermos equilibradas, fortes e capazes de lidar com tudo. Guardamos a tristeza, apressamos o cansaço, diminuímos a alegria e vigiamos cada mudança dentro de nós com receio de estarmos a sentir mais do que devíamos. A vida mexe conosco, há dias que nos levantam e outros que nos deixam sem saber onde pousar o coração.
Continuamos inteiras em todos eles.»
By Bárbara Pereira in Facebook
Bárbara de Sotto e Freire
Para o mal dos meus pecados — ou talvez para o bem da minha própria história — a menopausa bateu-me à porta. O diagnóstico do médico de família apenas deu nome a uma tempestade que o meu corpo já sentia: a azia persistente, o peso que teima em aumentar há um ano, as dores que pesam nos ossos, o cansaço que rouba os dias, o sono que teima em não vir e, no cúmulo de tudo, o roubar o prazer da intimidade.