quarta-feira, 3 de junho de 2009

(No fio dos anos) Sempre a correr

«Algo que aconteça
De tragicamente grande
Por que valha a pena
Deixar correr o sangue.
Algum desígnio épico
Enorme e emotivo
A rasgar o
Céu aberto
A queimar no
Sol a pino.
Assim uma tempestade
Que cresce no horizonte
Negro mar imenso
Tocado pelo vento forte.
Que faço eu aqui
Se não mudar o mundo
O mal tem raiz
E a cura tem um rumo.
Tanto fizemos
De puro prazer
No fio dos anos
Sempre a correr.
E sempre a correr
Passámos pelos dias
Procurando viver
O que a vida nos destina.»
(No fio dos anos) Sempre a correr
UHF
Bárbara de Sotto e Freire

A vida nos anos

"Não acrescente dias à sua vida, mas vida aos seus dias."
Lao-Tsé
Bárbara de Sotto e Freire

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Paciência

«Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para...
E quando o tempo acelera e pede pressa
Eu recuso faço hora, vou na valsa
A vida é tão rara...
E quando todo o mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência...
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência...
Será que é tempo que me falta para perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber, a vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Mesmo quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, eu sei
A vida não para...
A vida não para não!
Será que é tempo que me falta pra perceber
Será que temos esse tempo p'ra perder
E quem quer saber, a vida é tão rara
Tão rara...
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, eu sei
A vida não para
A vida não para não!»
Paciência
Mafalda Veiga
Bárbara de Sotto e Freire

terça-feira, 19 de maio de 2009

I believe I can fly

«I used to think that I could not go on
And life was nothing but an awful song
But now I know the meaning of true love
I'm leaning on the everlasting arms
If I can see it then I can do it
If I just believe it there's nothing to it
I believe I can fly
I believe I can touch the sky
I think about it every night and day
Spread my wings and fly away
I believe I can soar
I see me running through that open door
I believe I can fly
I believe I can fly
I believe I can fly
See I was on the verge of breaking down
Sometimes silence can seem so loud
There are miracles in life I must achieve
But first I know it starts inside of me,If I can see it Then I can do it
If I just believe it there's nothing to it
I believe I can fly
Bárbara de Sotto e Freire

Alone

"A verdadeira liberdade é um acto puramente interior, como a verdadeira solidão: devemos aprender a sentir a liberdade até num cárcere, e a estar sozinhos até no meio da multidão."
Platão
Bárbara de Sotto e Freire

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Canção da chuva

«Por essa chuva a cair lá fora
Por essa luz que já enche o ar
Por essa noite que se demora
E não quer passar
Por essa voz a chamar no escuro
Pela canção que vem do mar
Pelas palavras que não procuro
Nem quero achar
Por quem se aproxima sem ruído
De mansinho
E deixa ao passar
No ar um silêncio, nos sentidos
Como um vinho
Que me faz lembrar
Antigos cantos proíbidos
De se cantar
Por quem, no meu corpo
Os mistérios
Mais escondidos
Teima em acordar
Há teima em acordar
Por esses dias que me fugiram
Por entre os dedos sem se deter
Como essa chuva a cair na rua sombria e nua
Sem eu saber
Talvez só por estarmos sós
Esta noite em nós
Insista em nos levar, p'lo ar, p'lo ar
P'lo ar...»
Canção da Chuva
Adelaide Ferreira; Composição: Pedro Malaquias
Bárbara de Sotto e Freire