sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Porquê?



"A causa da derrota não se encontra no obstáculo ou no rigor das circunstâncias; está no retrocesso, na determinação, e na desistência da própria pessoa.

Se falasse em dificuldades, tudo era realmente difícil. Se falasse em impossibilidades, tudo era realmente impossível.

Quando o ser humano regride na sua decisão, os problemas que se erguem na sua frente acabam parecendo maiores e confundem-no como uma realidade imutável.

A derrota encontra-se exatamente nisso."



Daisaku Ikeda



Bárbara de Sotto e Freire

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Porque eu gosto

[Mário Cesariny - 2001]

Bárbara de Sotto e Freire

domingo, 7 de dezembro de 2008

...

"Chora aos berros como as crianças até te estafares. Verás que depois adormeces."

Vergílio Ferreira - Pensar

À CI e à MC

«Já pensei dar-te uma flor, com um bilhete, mas não sei o que escrever, sinto as pernas a tremer quando sorris para mim, quando deixo de te ver...
Vem jogar comigo um jogo, eu por ti e tu por mim. Fecha os olhos e adivinha, quanto é que eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua, gosto de ti, desde a lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim...

Ando a ver se me decido, como te vou dizer, como te hei-de contar, até já fiz um avião com um papel azul, mas voou da minha mão...

Gosto de ti desde aqui até à lua, gosto de ti, desde a lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim...


Quantas vezes parei à tua porta, quantas vezes nem olhaste para mi, quantas vezes eu pedi que adivinhsses, o quanto eu gosto de ti.

Gosto de ti desde aqui até à lua, gosto de ti, desde a lua até aqui.
Gosto de ti, simplesmente porque gosto, e é tão bom viver assim...»



André Sardet - Adivinha o quanto eu gosto de ti - Mundo de Cartão


Bárbara de Sotto e Freire

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Pedra Filosofal

"Eles não sabem que o sonho
é uma constante da vida
tão concreta e definida
como outra coisa qualquer,
como esta pedra cinzenta
em que me sento e descanso,
como este ribeiro manso
em serenos sobressaltos,
como estes pinheiros altos
que em verde e oiro se agitam,
como estas aves que gritam
em bebedeiras de azul.
Eles não sabem que o sonho
é vinho, é espuma, é fermento,
bichinho álacre e sedento,
de focinho pontiagudo,
que fossa através de tudo
num perpétuo movimento.
Eles não sabem que o sonho
é tela, é cor, é pincel,
base, fuste, capitel,
arco em ogiva, vitral,
pináculo de catedral,
contraponto, sinfonia,
máscara grega, magia,
que é retorta de alquimista,
mapa do mundo distante,
rosa-dos-ventos, Infante,
caravela quinhentista,
que é Cabo da Boa Esperança,
ouro, canela, marfim,
florete de espadachim,
bastidor, passo de dança,
Colombina e Arlequim,
passarola voadora,
pára-raios, locomotiva,
barco de proa festiva,
alto-forno, geradora,
cisão do átomo, radar,
ultra-som, televisão,
desembarque em foguetão
na superfície lunar.
Eles não sabem, nem sonham,
que o sonho comanda a vida.
Que sempre que um homem sonha
o mundo pula e avança
como bola colorida
entre as mãos de uma criança."
António Gedeão, in 'Movimento Perpétuo'
Bárbara de Sotto e Freire

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Metamorfose


"E amanhã não seremos o que fomos

nem o que somos."

Ovídio, in Metamorfose

[Salvador Dali - Metamorfose de Narciso]



Bárbara de Sotto e Freire

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Então eu repito:

"Os guerreiros da luz mantém o brilho nos olhos.
Estão no mundo, fazem parte do mundo, e ao mundo foram enviados sem alforge e sem sandálias. Muitas vezes são covardes. Nem sempre agem correctamente.
Os guerreiros da luz sofrem por coisas inúteis, preocupam-se por coisas mesquinhas, e ás vezes julgam-se incapazes de crescer. Os guerreiros da lus, de vez em quando, creêm-se indignos de qualquer benção ou milagre.
Os guerreiros da luz, com frequência, interrogam-se sobre o que fazem aqui. Muitas vezes passam noites em claro, e acham que as suas vidas não têm sentido.
Por isso são guerreiros da luz. Porque erram. Porque interrogam. Porque continuam a procurar um sentido - e acabarão por encontrá-lo."
Paulo Coelho - Manual do Guerreiro da Luz
Bárbara de Sotto e Freire