segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Louquinha!

E ando eu aqui louquinha por comprar umas Adidas Gazelle!!!
 
Bárbara de Sotto e Freire

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Adeus

"Eu não estava feliz ao terminar, é claro. Quem ficaria ao deixar para trás alguém que o coração quer ao lado? Mas eu estava em paz, e por mais que sentisse saudade, eu não trocaria essa paz por nenhuma promessa de quem teve a sua chance e não a soube valorizar."
 
Foram tempos difíceis aqueles que eu passei depois de tudo terminar. Ainda hoje te vejo em rostos de desconhecidos. Ainda hoje me pergunto se te amo, ou se algum dia te vou esquecer completamente.
Hoje tenho ao meu lado um verdadeiro Homem. Alguém que me respeita e que me valoriza. Alguém que sabe quem eu sou, que conhece o meu lado mais negro e mesmo assim me ama.
Tu tiveste direito ao teu tempo. E o que fizeste com ele? Nada de útil para além de me tirares de casa e de me usares. Nada fizeste para além do teu próprio proveito. Tiveste direito aos teus minutos de fama e não os soubeste usar da melhor forma.
A mim restou-me virar costas e por um ponto final.
Desculpa se no final te magoei, mas tu já me tinhas magoado tanto... Já me tinhas usado tanto. Não era justo eu estar a viver naquelas condições, naquele secretismo, tudo criado por ti...
De facto tiveste a tua chance e não a soubeste valorizar.
Até sempre...
 
Bárbara de Sotto e Freire

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Saudades

Foste embora e já estou cheia de saudades tuas.
Sinto a tua falta.
Queria poder apertar a tua mão, dar-te um abraço forte... Olha o que me havia de acontecer este fim de semana: fraturar um punho. Logo este fim de semana em que eu ia tão feliz... Agora ando para aqui a chatear toda a gente para me ajudar a tomar banho, a vestir, a fazer tarefas básicas do dia a dia...
Hoje vieste, mas soube a tão pouco. Queria ficar agarradinha a ti o tempo inteiro, aproveitar o teu colinho, e desmanchar-me no teu sorriso. Tenho saudades dos nossos momentos, dos momentos em que estamos só as duas... Tenho saudades de nós...
 
Bárbara de Sotto e Freire

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Mais um passo rumo à felicidade

Estou há uma ano e dois meses internada numa casa de saúde.
As causas? Entrei com uma depressão e um diagnóstico de transtorno de personalidade, e desde então tenho dado pequenos passos que me têm levado a uma franca recuperação, sobretudo nos últimos meses.
 
Hoje sinto-me feliz. Sim, feliz. Porque integrei o projeto C.A.S.A. há três meses, projeto esse que visa a autonomia do indivíduo, e que passa primeiro pela passagem por uma residência onde existe uma permanência de uma monitora que supervisiona as nossas tarefas e atividades, e já vou transitar para a fase seguinte: os apartamentos. Nos apartamentos somos mais autónomos, as supervisoras não estão lá em contínuo e temos literalmente de nos "desenrascar".
Falei esta semana com o meu médico que ficou visivelmente satisfeito com os meus progressos, e que deu carta branca para esta transição.
 
Este fim de semana vou a casa, e vou feliz.
 
Mais uma etapa que se avizinha e mais um passo rumo à minha alta e ao retorno à normalidade...
 
Bárbara de Sotto e Freire 

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Natal....

São 6h30 da manhã e estou acordada desde as 3h00.
Daqui a umas horas tenho de ir trabalhar e é isto. .. Que sacrilégio!
Ainda por cima é Natal. Não é possível adormecer e acordar por volta do dia 6 de Janeiro?
Detesto o Natal. ... vem o pessoal todo às compras e querem coisas requintadas a preços de saldo... oh meus senhores!  Vamos lá ver se nos entendemos!  Saldos só para o ano... E depois é os embrulhos... "esse saco é muito grande" "não tem fita de outra cor" dá vontade de dizer "naaaaaaooo, quer melhor?  Faça você! "
Socorro, estou a sucumbir à azáfama natalícia.  Já não tenho idade para isto. ..
Dêm-me vacances, anulem o natal, mandem as renas de volta para a Lapónia que para mim chega.Basta!
Tá tudo cancelado. Tudo, excepto os meus pedidos ao pai Natal. :)

Bárbara de Sotto e Freire

sábado, 13 de dezembro de 2014


Solidão

Vagueio

por entre o Vazio que me preenche

pela solidão de que me sou

e sinto


Vagueio

por entre o olhar indolente

dos confrontos injustos

da solidão de mim comigo

do SER de que sou Vazio

do Vazio que me enche

Envolvendo

Esquecendo

                   Levando consigo


Só o (meu) Vazio



Vagueio

solitariamente por este beco

por este mundo sem céu

sem teto

preenchido do Nada

que é a solidão

E o não

da mão que não se dá

do abraço que não se sente

do amor que não se entende

do olhar

que Nada compreende

o SER errante que sou


que ninguém tende a ser

o SER Vazio



Vagueio

Sentida a brisa leve soltada pelo vento

que sem rumo ou destino amacia

que me guia o alento

que como fado acaricia a alma

de quem segue solitária

pelo Vazio


Vagueio

E atiro-me desta falésia dourada

Por este precipício

Drogada

E pertenço ao Infinito

ao Infinito do Nada


Mas espreita a aurora

e os raios quentes do sol despertam-me

da droga maravilhosa

que é estar

Livre do Nada

Cheia de Infinito

Saciada de ilusão

que não acaba


Do sonho

Do prazer de SER Vazio

De estar no Infinito


Abandono-me

(e) então vagueio

perseguida pelo Vazio

usada pela solidão


e no silêncio do Nada

vou ousando

ser Drogada

e atiro-me

para sempre


da falésia

para o Infinito

do (SER) Nada

 

Bárbara de Sotto e Freire